Quem Eu Sou Faz a Diferença PDF Imprimir E-mail

Recebo muitas mensagens positivas pela Internet, de amigos que se ocupam em enviar textos especiais, abordando temas que falam do ser humano, das suas necessidades, da fé, e que propõem atitudes amorosas, para semearmos o bem comum entre todos.

Ontem eu estava lendo uma dessas mensagens e o tema central era o reconhecimento positivo. E lembrei das vezes em que me senti valorizada como filha, como mulher, como profissional, como mãe; e também das frustrações que superei por não ser prestigiada quando desejava. E queiramos ou não, a família é o centro irradiador por excelência do nível de valorização que cada um de nós possui. E quando vemos uma criança, em poucos minutos somos capazes de observar se ela se sente importante para o mundo, se aprendeu que é o centro dos acontecimentos, conquistou seu lugar, ou aguarda ainda que alguém a encoraje a chegar, a falar, a fazer o que deseja, a experimentar sem medo.

 

Há aquelas que foram supervalorizadas pelos pais, e acabaram acreditando que elas são melhores que as outras. Quando passam a viver em grupo, na escola, querem o mesmo reconhecimento, mas como não têm maturidade para expressar o que sentem, atuam, por meio da agressividade, brigando, querendo se impor, e demonstrando falta de habilidade para conviver com os demais. Podem até se tornar líderes na adolescência e conseguir agrupar ao seu redor, outros jovens que se sentem sem valor. Eles vêem nesse tipo de líder um protetor e se tornam subservientes às suas ordens.

 

Há também as crianças que nunca ouviram uma palavra positiva sobre seu valor. Seja porque os pais também não se sentem com valor, para poder oferecer algo bom a elas; seja porque são pessoas amarguradas, azedas com a vida, e só conseguem fazer críticas permanentes aos filhos.  Ou porque são adultos muito exigentes, que não reconhecem as próprias limitações. Seja lá por qual motivo for, essas crianças, em geral, são tímidas, fazem o máximo para passar despercebidas. Podem passar toda uma vida muito afastadas dos seus verdadeiros potenciais, sem aceitar que são pessoas únicas, que fazem a diferença. Vamos torcer para que se libertem dessa possível prisão na qual os pais podem tê-las colocado, mesmo sem notar. E que também libertem esses pais do egoísmo que aprisiona seu próprio potencial de amar.

 

Quando nos tornamos pais ou mães, creio que a principal missão a cumprir é ajudar nossos filhos a se amarem e serem capazes de dizer: quem eu sou faz a diferença.

 

 
Terapeuta Angela Martins
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