Maternidade e Desapego PDF Imprimir E-mail

Esta semana, especialmente no sábado e domingo, os filhos vão doar um pouco mais do seu tempo e atenção às mães. É dia delas e a data comemorativa no mês de maio contribui para unir a família, em momentos festivos, e porque não, capazes de promover as reconciliações, ou de firmar propósitos para melhorar a qualidade da relação, que muitas vezes passa por caminhos estreitos, com conflitos e dissabores, muito embora a vontade de viver um relacionamento harmonioso seja o principal propósito.

A maternagem é um exercício de doação, de entrega e renúncia, especialmente no momento em que os filhos pleiteiam sua autonomia, desejando assumir suas idéias próprias e objetivos de vida. É possível que no decorrer desse processo haja um distanciamento, muito natural, para que os filhos façam o caminho da diferenciação, ou seja, de assumirem a própria identidade, afirmando-se em suas escolhas, embora possam ser contraditórios e pouco convictos.

 


Seja como for, pode ser difícil para nós mães fazermos o caminho do desapego, da idéia de filhos que concebemos em nosso íntimo; idéia essa, fruto do desejo que correspondam às nossas expectativas e a um modelo pré-estabelecido.

 


Mas os filhos reivindicam esse desapego, rebelando-se para poderem ser quem são. Nem por isso, o amor à mãe se desintegra. Ele se transforma e amadurece num tempo possível, para um amor que se compromete com o respeito à pessoa da mãe e também a si.

 

Mesmo assim, é provável que a gente sinta essa atitude de busca da liberdade, como ingratidão e desamor. Especialmente se essa passagem da dependência para a independência ocorrer por meio de atritos, brigas e acusações que expressam a intolerância dos filhos de viverem submetidos ao que acreditamos e desejamos deles.

 

É um momento para ter paciência. Queiramos ou não, nossos filhos serão eles mesmos, com diferenças e semelhanças a nós. Herdarão muitas de nossas características, mesmo aquelas que não toleramos. E serão guardiões de tudo que puderem aprender conosco, que tenha sentido para eles e faça ressonância.

 

Serão complacentes com nossas falhas e limites quando amadurecerem e honrarão nosso esforço em educá-los para a vida e amá-los.

 

 

Felizes sejam seus dias de Maternidade.

 
Terapeuta Angela Martins
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