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No processo educativo de nossos filhos, estamos sempre preocupados em oferecer o maior número de informações das quais dispomos, para ajudá-los a crescer com recursos suficientes para atuar na vida.
Os meios tecnológicos também potencializaram essas informações, que muitas vezes, geram um contato antecipado com assuntos para os quais, as crianças e os jovens não estão maduros para assimilar.

 

No processo educativo de nossos filhos, estamos sempre preocupados em oferecer o maior número de informações das quais dispomos, para ajudá-los a crescer com recursos suficientes para atuar na vida.

 

Os meios tecnológicos também potencializaram essas informações, que muitas vezes, geram um contato antecipado com assuntos para os quais, as crianças e os jovens não estão maduros para assimilar. Acaba havendo um descompasso entre as informações e a capacidade de processamento dos nossos filhos. Assim, nem tudo que chega até eles, torna-se conhecimento capaz de gerar comportamentos positivos no dia-a-dia. Por isso, temos que ficar alertas a  um  outro aspecto vital da educação de nossos filhos, que é a formação da capacidade de definirem o que desejam e com quais valores querem conduzir suas escolhas.

 

Para tanto, nosso papel é estar sempre oferecendo oportunidades de decidirem, em situações que respeitem a maturidade deles, e também os nossos limites sobre o que consideramos que ainda é nossa responsabilidade decidir por eles. Mas é necessário que encontremos momentos que gerem essa experiência, para que possam dizer o que preferem, sejam respeitados em suas opções e sintam os resultados dessas escolhas. Afinal, a vida nos pede diariamente que façamos escolhas diversas, abrindo mão de tantas outras possibilidades; que ao prepararmos os filhos para essa realidade, faremos com que amadureçam nessa capacidade de assumir idéias, e também, de aceitar as conseqüências delas.

 

Na infância é possível permitir que decidam sobre qualquer questão que não prejudique sua segurança e desenvolvimento. Escolher a roupa que gostam de vestir, as cores de sua preferência, o sabor do sorvete que desejam são exemplos de como podemos fazê-los se apoderarem da vontade própria. Depois, na adolescência, quando os filhos querem maior liberdade para tomar suas decisões, e agem, às vezes, sem coerência, ou com irresponsabilidade, temos que questionar suas escolhas, mas com muito amor. Ou seja, evitando criticar, julgar, crucificar, pois nosso intuito nessa hora é cuidar para que reflitam e aceitem suas posturas equivocadas, incorporando nossas opiniões para se reorientarem nas próximas demandas. A crítica paralisa a autoconfiança  e pode causar insegurança. E para tomar decisões, quanto mais seguros de si nossos filhos forem, menos ficarão sujeitos a influência de terceiros.

 

 
Terapeuta Angela Martins
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