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Viver é um exercÃcio constante de escolhas, das mais simples, à s mais complexas. E nossos filhos merecem encontrar a autonomia para escolher e tocar a vida sem nossa influência permanente.Â
Na infância, eles têm pouca liberdade de escolher, porque acreditamos que nossa experiência nos torna mais competentes para escolher por eles. Sem dúvida, nossa capacidade para escolher é maior do que a deles, e podemos protegê-los em muitas situações, evitando que se prejudiquem. Mas também é possÃvel que não tenhamos qualidade nas escolhas e os filhos paguem um preço alto por nossa interferência.
Por exemplo, se escolhemos ser pais pouco responsáveis com os compromissos, eles serão prejudicados. Se escolhermos ser pais autoritários ou permissivos, atuando nos extremos, também serão escolhas desastrosas para a formação da personalidade deles.Â
Enfim, para ser pai e mãe é fundamental tentar fazer as melhores escolhas. E afinal o que são boas escolhas? É difÃcil definir, e creio que isso é muito particular, porque os valores norteiam a vida e as escolhas. A gente pode dizer que é uma boa escolha se alimentar com produtos saudáveis, mas há quem acredite que uma boa escolha é viver cada dia intensamente, desfrutando todos os prazeres.
São duas formas de encarar a vida, e cada uma delas oferece vantagens e desvantagens. Claro que não pretendo confundir vocês, mas apenas pontuar que ensinar os filhos a fazer escolhas é mesmo uma tarefa especial e delicada. Também não podemos esquecer que os filhos aprendem a escolher, a medida que têm espaço para optar e praticar o poder de decidir.Â
Gradualmente, desde a infância, escolhendo o sabor de um sorvete, a roupa que querem vestir, o presente do amigo, vão criando um repertório para distinguir os parâmetros que serão úteis para decisões mais complexas. Caso a gente impeça as escolhas simples da infância e também as mais difÃceis na adolescência e juventude, não será na fase adulta que terão desenvolvido maturidade para assumir a vida integralmente.
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