| Comunicação é um Ato de Amor |
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Definitivamente, a comunicação é um ato de amor, de dedicação e de empatia que abre caminhos férteis para qualquer aprendizado, para qualquer diálogo que tenha como intenção o respeito ao outro, o desejo de chegar ao outro, a vontade de se fazer entender e entender nosso interlocutor. Essa máxima tem valor inestimável nos relacionamentos de qualquer natureza, e entre pais e filhos sela a relação de confiança.   Nessa relação em particular estamos falando de um diálogo entre gerações, que vivem em culturas diferentes e posições na famÃlia que parecem ser suficientes para promover a distância ao invés da aproximação. O pai é hierarquicamente mais poderoso e mais responsável do que o filho; e também tem valores constituÃdos no passado, que invariavelmente, na velocidade com que a sociedade se transforma, acabam, muitos deles, obsoletos e sem sentido no presente. Enfim, só por esses dois fatos poderÃamos dizer que o diálogo entre pais e filhos estaria fadado à falência no que tange à sua produtividade.  Contudo, quando pensamos que o amor rega as palavras e pensamentos, dando a eles o poder de comunicar, sem desvalorizar a compreensão que o outro tem sobre o mundo, é possÃvel admitir que pais e filhos vão cultivar uma conversa frutÃfera ao longo dos anos. Na infância os pais promovem os valores, e traduzem em palavras carinhosas (quase sempre) aquilo que desejam que os filhos aprendam, passem a gostar ou evitar na vida. Na meninice, a troca familiar estimula mais ainda que os pais aproveitem a curiosidade dos pequenos, repletos de perguntas, observadores incansáveis de tudo que está a sua volta, para ampliarem o nÃvel de amizade e confiança. É tempo também de sermos instigados a enveredar por novos campos de conhecimento, que surgem da aproximação com essa nova geração, que faz tudo para nos manter em constante movimento.  Depois, na adolescência, quando a comunicação anterior foi fácil e agradável para pais e filhos, o espaço da conversa está aberto para evitar que os possÃveis conflitos acabem com paz da famÃlia. É natural nessa fase que os filhos queiram maior liberdade e experimentem a sensação de poder, embora não estejam prontos para assumi-lo integralmente e cometam equÃvocos pelo caminho. Fechar a guarda nessa hora pode potencializar o conflito e por terra tudo que até então foi construÃdo na comunicação. O diálogo é o verdadeiro lubrificante para a convivência com as diferenças.  Ouvir mais, falar pouco, mas com firmeza no que acreditamos, pontuando os limites e contornos da liberdade dos filhos, faz bem, mesmo que cause um descontentamento a princÃpio. Também nossa franqueza na comunicação, mencionando nossos próprios limites para aceitar os valores das novas gerações, é útil para gerar respeito, ao invés da crÃtica a forma de pensar de nossos filhos.  Quando eles chegam à juventude a comunicação é uma via agradável para caminhar, muito embora possamos não ser os amigos preferenciais, com os quais eles fazem confidências. E finalmente, quando chegam à vida adulta, a comunicação amorosa merece dar mais atenção aos elogios, ao que confirma os acertos, do que os desvios. Eles têm consciência de suas falhas de percurso, e é humilhante ser flagrado por aqueles que admiraram sempre, com crÃticas. É hora também para comunicarmos que estamos sempre por perto, quando quiserem e precisarem, porque nosso amor é incondicional.  Assim seja. Boa semana!!
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