| Autonomia e Dependência dos Jovens |
|
|
|
|
O Dilema da Família Contemporânea de Classe Média e Alta Embora haja um perfil que define o jovem de um modo geral, quando o tema é a conquista da autonomia, nós podemos notar uma diferença significativa na independência, dependendo da classe social na qual ele vive. Os pais dos jovens mais carentes enfrentam questões até graves, quando os filhos buscam no tráfico o meio para conseguir o dinheiro que permitirá consumirem os mesmos bens que a classe média deseja possuir.
É fundamental portanto, que programas de apoio ao jovem, para entrar no mercado de trabalho, possam oferecer esperança de que o caminho do bem e da qualificação profissional darão condições para que se torne independente. Mas esses pais, que lutam pela sobrevivência da família, o que mais precisam é viver uma realidade comunitária, com seus vizinhos, com instituições públicas e privadas, que possam despertar a união pela busca de alternativas mais positivas para a educação dos filhos. Esses pais não podem ser julgados como ignorantes ou culpados por sua negligência, porque julgar não gera mudanças transformadoras, ao contrário, paralisa as pessoas numa condição de impotência e tristeza absolutas.
Quanto aos pais dos jovens de classe média e alta, um questionamento importante que podem fazer a si mesmos é sobre como seus filhos estão sendo preparados para viver a autonomia e a independência. Mesmo que tenham uma condição econômica favorável capaz de gerar todo o conforto e propiciar satisfação imediatamente dos desejos, ainda assim, o que não pode ser negligenciado na relação com os filhos é a função que temos de ajudá-los a amadurecer em sua condição afetiva, psicológica e física. Nosso apoio é fundamental para que cresçam e sejam adultos produtivos, capazes de atuar em prol da sociedade.
E a história do “ser adulto” começa a partir da infância, passa pela adolescência e juventude, sendo em grande parte, resultado das experiências dessas fases. Temos portanto, que atuar na relação com os filhos certos de que somos referenciais e exemplo. Para que eles possam fortalecer a conquista da independência, será saudável se nós também aprendermos como ser pais que educam para a autonomia.
|