| Verdades relativas ou absolutas? |
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Falar de verdades é admitir que há convicções e crenças, com as quais conduzimos nossa ação para um caminho especialmente particular.  São algumas verdades inquestionáveis que nos dão parâmetros para educar os filhos, para ensinar-lhes concepções de vida e proporcionar-lhes um roteiro norteador de suas condutas. Diante delas, nos vemos protegidos e fortalecidos por um rol de normas que garantem certa segurança, necessária para levantarmos todas as manhãs e fazermos aquilo que parece dar sentido à nossa história.  Para os filhos, essas verdades absolutas criam um alicerce estabilizador das emoções e instintos. Sobretudo as crianças, que ainda estão aprendendo a se "enquadrar" em algum rol de normas, para elas, saber o que os pais acreditam ser certo ou errado, discrimina com maior clareza o que podem o que não devem fazer. Por isso, o tema "limites educacionais" é tão importante e merece realmente um preparo dos pais para poderem dizer aos filhos quais devem ser suas escolhas. Isso não é autoritário, é protetor.  Uma criança não possui maturidade suficiente para fazer todas as suas escolhas, sem prejudicar a si mesma. Não há ainda aptidão para discernir sobre as conseqüências, e condená-la a aprender com o próprio "erro" é contribuir para sua insegurança. Assim, na infância a verdade dos pais ganha soberania. Na adolescência, o campo das negociações deve ser instalado para questões que podem dar liberdade de decisão aos filhos, para que possam treinar assumir responsabilidades.  Por outro lado, quando esse tema atinge o universo conjugal, as verdades se tornam mais relativas, porque cada parceiro pode ter uma forma própria de perceber a realidade. Se houver flexibilidade entre os parceiros para compreensão das diferentes verdades, o diálogo se fará construtivo, sem imposições ou desqualificações. As verdades que não combinam entre si vão exigir equilÃbrio para que cada qual se sinta respeitado no que acredita, e mais que isso, para que ambos decidam com praticidade, um caminho para a construção de uma "terceira verdade". Essa hipótese amplia a visão de mundo que temos em nossa individualidade e favorece a felicidade conjugal.
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