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Não é novidade que crise é uma oportunidade de mudança e crescimento. E quando ela se manifesta, pode ser proveitosa para que os grupos humanos, em quaisquer contextos, possam aproveitar esse momento para rever seus pontos de vista e reorganizar uma trajetória diferente para sua convivência e organização.Â
Na famÃlia, inúmeras crises convocam seus membros para novos desafios. Uma delas é a crise da separação pela morte. A vivência da perda envolve as famÃlias em um conjunto de movimentos afetivos, em mudanças de ordem material, em reconfigurações no universo familiar, em revisões de parâmetros de vida.
Novos encontros se estabelecem através dos sentimentos que emergem nas mais diferentes direções, envolvendo dor, alÃvio, desamparo, desespero, inconformismo, entre tantos outros. Num primeiro momento, os laços familiares ficam expostos a um choque desestabilizador, gerador de múltiplos cenários. Posteriormente, há uma reestabilização do convÃvio e o ciclo de vida segue um novo curso.Â
Embora o incomensurável dite uma realidade, ela não será absoluta. Os atores que participam desse ato de vida terão livre arbÃtrio para escrever sua participação; e assim, contribuir para a ação dos demais. Se o olhar observador de cada um puder ser respeitado e aceito, o horizonte será enriquecido de inúmeras perspectivas. E a medida que a relatividade acompanhar essa história, que agora inclui o luto, as mudanças serão sempre possÃveis e promotoras de novos bem-estares. Aleluia! Â
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