A relação entre pais e filhos é bastante regulada pela autoridade que conduz o nÃvel de liberdade das crianças e dos jovens, indo aos poucos gerando condições para que possam se sentir mais autônomos e capazes de tomar suas próprias decisões. Nessa fase, é comum que conflitos surjam devido à necessidade dos filhos em fazerem o que querem, e a intenção dos pais em colocar limites, de forma que cumpram as regras
, se alimentem corretamente, estudem e durmam cedo. Alguns filhos são mais resistentes à s solicitações dos pais, e podem exigir atitudes mais enérgicas. Mas alguns pais também são rÃgidos demais, e ultrapassam os limites do bom-senso, muitas vezes. De qualquer forma, trata-se de um perÃodo preparatório até que os filhos cheguem à vida adulta. Nesse espaço de tempo vai se constituir o equilÃbrio psico-emocional, a compreensão de mundo, os valores, e outros aspectos que compõem a personalidade, que irão ajudar os filhos a assumirem por completo o rumo de suas vidas.
É nesse perÃodo também, que os pais precisarão fazer um movimento interno para sair de cena e dar maior liberdade aos filhos. Esse exercÃcio nem sempre é fácil, pois exige de nós adultos um desapego dos cuidados e do controle da vida dos filhos. Para tanto tem que haver um amadurecimento no nosso papel de pais, que dependerá dos projetos pessoais que possam ocupar nosso tempo e nos dar prazer, e também, da confiança que aprendemos a depositar nos filhos. Se não chegarmos a esse estágio, é possÃvel que os contornos da intimidade passem a apresentar sintomas, revelando possÃveis desajustes entre o que os filhos esperam dos pais e vive-versa. Os direitos e deveres de cada um ficam confusos, a convivência em casa começa a gerar discussões e o nÃvel de estresse incomoda todo mundo. Nesse estágio, a terapia familiar pode auxiliar a reduzir os conflitos e acelerar a organização na direção de um maior conforto e equilÃbrio para todos.
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