Fim De Férias, Hora De Mudanças PDF Imprimir E-mail

Este final de janeiro já é período em que as famílias se prepararam para o retorno às aulas, após as férias, momento em que as regras puderam ser quebradas, os horários ficaram mais flexíveis, a alimentação saiu da rotina e, a convivência entre pais e filhos, irmãos e primos, avós e tios, talvez tenha sido mais próxima.

Felizes aqueles que conseguiram passear, relaxar, brincar e recompensar a vida, que é tão cheia de obrigações.

 

De outro lado, muitas famílias viveram a ansiedade do período das provas do vestibular, que é um acontecimento marcante, responsável por definir um novo ciclo de vida mais independente para os filhos, muitos dos quais vão viver em outras cidades, longe do lar e da proteção familiar mais próxima. A euforia desta vitória também pode gerar mais uma prova difícil pela separação, que envolve a insegurança, e a adaptação mútua de ambas as partes.

 

O parâmetro da autoridade dos pais merecerá novas adequações, já que a liberdade dos filhos ganhará mais vazão, inevitavelmente. É instante para não radicalizar no que puder ser flexibilizado, para evitar crises competitivas de poder entre pais e filhos, que muitas vezes consomem energia em vão, por temas pouco significativos. Nessa fase, o controle absoluto vai perder lugar, para que se construa mais fortemente o caminho da confiança mútua, e também, dos filhos em si mesmos. E é por ensaio e erro que isso ocorre na maioria das vezes.

 

A prática ajuda a apurar aos poucos, como pais e filhos contribuirão para essa fase de independência maior para todos.  É possível que haja ansiedade, mas respirar fundo pode ajudar, pois não é de uma hora para a outra que tudo se estabelece em harmonia. Não há mágica, pois são as situações vividas que criarão o aprendizado necessário para o amadurecimento familiar. Nossos filhos têm coisas a aprender e nós também, mesmo estando numa posição hierárquica mais privilegiada, de quem já viveu muito e tem experiência. Nem sempre essa experiência ajuda, e muitas vezes, ela até atrapalha, quando nós ficamos bitolados e usamos essa condição como escudo. Mesmo tendo um acúmulo maior de experiências por sermos mais velhos, não sabemos de tudo.

 

Portanto, vale à pena pensar numa estratégia que estabeleça um cenário aberto a conversa e troca de opiniões.

 
Terapeuta Angela Martins
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