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Quando nossas famÃlias vivem crises que mudam os padrões hierárquicos de seus membros, a adaptação exige uma capacidade redobrada para lidarmos com a ansiedade e a angústia frente à dificuldade em lidar com o novo.
Por exemplo, quando um casal se separa e a mãe precisa reorganizar a vida assumindo uma atividade profissional externa, que antes não ocupava seu tempo, toda a dinâmica da convivência familiar sofre transformações que podem causar muito desconforto.
É possÃvel que a mulher sinta culpa por já não poder cuidar do lar como antes; sua nova experiência de trabalho e o compromisso de gerar renda são desafios que naturalmente mexem com o nÃvel de segurança interno e externo; os filhos ficam vulneráveis a esse processo, havendo exigências, do próprio contexto, com as quais não sabem lidar; nem sempre as expectativas encontram ressonância; e é comum que brigas se acentuem, envolvendo acusações mútuas, que nada mais são do que uma denúncia do sentimento velado de impotência.
Essa mesma impotência pode gerar nos filhos um comportamento de isolamento e silêncio. Seja como for, quaisquer tensões surgidas como reflexo de uma momentânea instabilidade merecem acolhimento afetivo de todo o núcleo familiar, que carece de ajuda nessa fase, para buscar suas forças e resgatar o equilÃbrio. A parceria amorosa abre caminhos revigorantes. É só confiar e abrir o coração.
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