| Conviver é aprender sempre |
|
|
|
|
Conviver em famÃlia pode ser uma experiência bem particular para cada pessoa. Tem gente que acha prazeroso; que aproveita o tempo de lazer sempre com os familiares; que toma decisões importantes consultando a famÃlia. E tem quem cumpra o compromisso de estar junto, embora prefira ficar afastado; ou que rompa o contato familiar por conflitos não resolvidos.
Conviver em famÃlia pode ser uma experiência bem particular para cada pessoa. Tem gente que acha prazeroso; que aproveita o tempo de lazer sempre com os familiares; que toma decisões importantes consultando a famÃlia. E tem quem cumpra o compromisso de estar junto, embora prefira ficar afastado; ou que rompa o contato familiar por conflitos não resolvidos.
Enfim, conviver não é um ato simples, porque as relações humanas são complexas e exigentes. Elas envolvem a troca constante de afeto de toda natureza, o respeito mútuo, o bem-estar e a satisfação de necessidades que nem sempre podem ser atendidas. E é na relação familiar que aprendemos a conviver desde muito cedo, criando um padrão de valores, que incluem o nÃvel de confiança, a disponibilidade para estar com o outro, entre muitos aspectos. Os filhos aprendem indiretamente com os pais, como se dá esse jogo da convivência, observando suas atitudes na construção da relação conjugal. O modo de agir dos adultos é um exemplo, que pode oferecer boas referências de comportamento, bem como uma amostra de atitudes improdutivas que não colaboram para criar a harmonia. Se pudermos mostrar mais a nossa capacidade de ser flexÃvel nas conversas, a sensibilidade para ouvir o outro, a disponibilidade para pedir perdão por uma atitude indevida, ou mesmo a condição de negociação em prol do entendimento, estaremos contribuindo para formar filhos com boas qualidades para conviver com amigos, com colegas de trabalho, ou com seus parceiros amorosos.
Atualmente, neste modelo de sociedade consumista, que reduz o tempo de convivência entre as pessoas e amplia a intolerância, a famÃlia facilmente pode reproduzir esse mesmo sistema, sendo refém de padrões que incluem a competição, a inveja, o individualismo, a fofoca, a indiferença e a agressividade. Essa famÃlia adoecida nem sempre percebe que necessita resgatar os laços afetivos que são a principal fonte de humanização do próprio ser humano. Mas, ao conviver com outras famÃlias que conseguem manter a rede afetiva fortalecida pelo amor e a união, sofrerá influências positivas para se reorganizar. Assim, nós e nossos filhos podemos ser agentes de mudança social, cultivando o valor da convivência. Se fizermos essa caminhada com prazer e disponibilidade, nossos filhos aprenderão que estar com as pessoas é um jeito rico de viver a vida, de manter o coração aquecido, de aprender mais sobre todas as coisas, e agregar à nossa existência, tudo que outro pode oferecer por meio de sua presença.
|