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Fim De Férias, Hora De Mudanças |
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Este final de janeiro já é período em que as famílias se prepararam para o retorno às aulas, após as férias, momento em que as regras puderam ser quebradas, os horários ficaram mais flexíveis, a alimentação saiu da rotina e, a convivência entre pais e filhos, irmãos e primos, avós e tios, talvez tenha sido mais próxima.
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Vocês já devem ter enfrentado situações nas quais se equivocaram, pressupondo o que a outra pessoa estaria desejando ou pensando, que na verdade não combinava em nada com o que realmente ela imaginava ou queria. Em ocasiões especiais, como aniversários, quando desejamos fazer uma surpresa a alguém que amamos, é bem possível que nossa idéia de festa não combine com o que o aniversariante desejaria.
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Relações de acolhimento proporcionam auto estima |
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Participei de um encontro de profissionais da área de Terapia Familiar recentemente, e do que ouvi achei importante compartilhar com vocês um aspecto que me parece ser significativo para nortear nossas principais prioridades na relação com os filhos. Trata-se de uma definição de que os modelos relacionais formam nosso self.
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Pais e filhos tecem juntos a teia familiar |
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Talvez uma das coisas mais tocantes de se ver entre pessoas que se amam e vivem laços familiares é a impotência de comunicarem esse amor.
Às vezes, mesmo sem querer, a relação de difícil aproximação amorosa encontra base num sistema de desaprovação. Os pais desaprovam os filhos, que também desaprovam os irmãos, e em cadeia o círculo de desaprovação se forma, gerando sentimentos de inadequação, solidão e tristeza, entre outros.
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A relação entre pais e filhos é bastante regulada pela autoridade que conduz o nível de liberdade das crianças e dos jovens, indo aos poucos gerando condições para que possam se sentir mais autônomos e capazes de tomar suas próprias decisões. Nessa fase, é comum que conflitos surjam devido à necessidade dos filhos em fazerem o que querem, e a intenção dos pais em colocar limites, de forma que cumpram as regras
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Conviver é aprender sempre |
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Conviver em família pode ser uma experiência bem particular para cada pessoa. Tem gente que acha prazeroso; que aproveita o tempo de lazer sempre com os familiares; que toma decisões importantes consultando a família. E tem quem cumpra o compromisso de estar junto, embora prefira ficar afastado; ou que rompa o contato familiar por conflitos não resolvidos.
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Indignação pode ser uma ferramenta |
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Chega uma hora que a relação entre pais e filhos pede muito mais do que amor e compreensão. Pede indignação. É quando, por razões quaisquer que possam justificar os atos, os filhos ultrapassam o limite suportado pelos pais, no tocante à dependência.
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"Famílias, Famílias, Famílias" |
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Vocês já ouviram aquele carro da pamonha passando pelas ruas e gritando “Pamonhas, pamonhas, pamonhas”. O locutor anuncia toda a variedade e segue adiante seu caminho. Tenho vontade de usar esse refrão para dizer “famílias, famílias, famílias...”
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A Convivência dos Valores entre Pais e Filhos |
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Toda família passa por situações críticas que põem à prova a capacidade de união, de proteção e de resistência, de pais e filhos em lidarem com aspectos imprevisíveis. Entre eles, se apresenta a questão dos valores, com os quais moldamos nossos princípios morais, que conduzem nosso comportamento. Nem sempre, pais e filhos, conseguem compartilhar sob o mesmo olhar, tais valores.
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Padrões se Transferem de Geração para Geração |
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Não há como negar que herdamos características de nossos pais e demais ancestrais, que são perceptíveis em nossa personalidade, nos traços físicos, no humor, na inteligência; enfim, são marcas familiares que estão em nosso DNA. É possível que sejamos tão autoritários, ou tão críticos, ou chatos; e o que é pior, sem ter consciência, porque nem sempre temos uma auto-percepção aguçada. Mas nossos filhos nos apontam essas situações facilmente, quando têm liberdade para se expressar.
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