A Convivência dos Valores entre Pais e Filhos PDF Imprimir E-mail

Toda família passa por situações críticas que põem à prova a capacidade de união, de proteção e de resistência, de pais e filhos em lidarem com aspectos imprevisíveis. Entre eles, se apresenta a questão dos valores, com os quais moldamos nossos princípios morais, que conduzem nosso comportamento. Nem sempre, pais e filhos, conseguem compartilhar sob o mesmo olhar, tais valores.

 

E por isso mesmo, sofrem em decorrência da falta de sintonia, ou por terem necessidade de fazer valer seus pontos de vista, e se sentirem solitários, sem serem compreendidos, nem aceitos. Nós adultos, que vivemos a fase da juventude em outro momento histórico, tolhidos em nossa liberdade, por costumes que de certa forma nos protegiam da nossa possível vontade de transgredir as normas, não somos capazes de compreender as atitudes dos jovens, quando eles adotam comportamentos pouco coerentes com aquilo que entendemos sobre o viver.

 

Os jovens, a cada geração, criam oportunidades para que os adultos voltem ao passado e relembrem no que acreditavam, como viveram e construíram sua caminhada, na vida amorosa, no trabalho, nas relações familiares e sociais. E é quase uma condição recorrente, que os jovens de hoje sejam vistos por nós com certo preconceito, quando não compreendemos em que cenário estão inseridos. Esse cenário, diferente do cenário que vivemos aos nossos 15 ou 20 anos, faz toda a diferença quando desejamos compreender as atitudes de nossos filhos, para que possamos dialogar com eles, ponderando sobre as questões que nos afligem, ou que perturbam a eles também. Quando conseguimos sair de uma visão baseada na vivência pessoal, e tentamos transitar compreendendo a perspectiva do outro, mesmo que não aceitemos suas atitudes, ao menos, teremos maior chance de respeitar, sem julgar.

 

Creio que os filhos têm uma missão em nossas vidas, de nos manter alertas e presentes, para que nosso amor faça sua parte, como fio condutor que aciona o amor próprio no coração deles; não é a toa que somos testados nessa capacidade de amá-los. E por vezes, quando estamos propensos a silenciar, algo acontece para nos manter fortes e amorosos, de um jeito ou de outro. E o que podemos fazer é agradecer a oportunidade, porque ela nos salva do isolamento, que é algo muito doloroso para o ser humano viver.

 
Terapeuta Angela Martins
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