Você já Renovou seu Contrato Conjugal? PDF Imprimir E-mail

Pode ser desconhecido dos casais o fato de que quando decidem viver juntos um contrato firma-se entre eles, que nem sempre é verbal.  E é aí que a relação se complica.

 


Esse contrato mobiliza as ações de cada um frente ao outro e gera as expectativas do que vamos dar e receber nesse encontro. São contratos firmados muitas vezes a partir de nossas experiências nas famílias de origem, onde os modelos dos nossos papéis se constróem, ou por semelhança, ou por antagonismo.


Por exemplo, um filho que admira a postura paterna poderá adotar as mesmas atitudes frente a sua futura mulher e filhos. Contudo, não significa que agindo pela semelhança estará provendo as necessidades desses com quem formou uma nova família. Pode ser que ele seja um homem muito trabalhador como seu pai, provedor, que não deixa faltar nada em casa, mas que por ter que dedicar seu tempo todo ao trabalho para cumprir essa tarefa que se impôs, não consegue dispor de um espaço para estar com os filhos e a esposa, o que causa muita insatisfação. 


Uma mulher que viu a mãe submetida ao marido porque não era independente financeiramente pode adotar para si um modelo oposto e traçar suas metas para ser auto-suficiente. Ao casar-se levando essa herança para a relação, mesmo tendo um marido que não pretende submetê-la ao seu poder, pode tratá-lo como se assim o quisesse, contaminada pelas lembranças do próprio pai.


A figura paterna passa a fazer parte desse casamento o tempo todo, impedindo que o marido possa ser visto. Assim, a compreensão dessa complexidade que permeia os contratos conjugais pode favorecer uma comunicação mais efetiva dos casais. Se você perguntar ao seu companheiro ou companheira o que pensam que deve ser seu papel na relação a dois, poderá surpreender-se descobrindo o que gera tanta discórdia entre vocês.


Ao perguntar o que o outro quer oferecer e disser o que você também pode fazer, essa conversação vai permitir que falem também de suas expectativas inconscientes, de seus desejos e necessidades e muitos desentendimentos poderão ser evitados. Além disso, o contrato conjugal precisa ser renovado ao longo da vida a dois, porque as transformações de cada um em sua individualidade vai acrescentando novos valores, novas formas de desejar estar na vida e no relacionamento.


A atualização do contrato facilitará que ambos, homem e mulher, sintonizem a forma de estarem juntos, frente as mudanças individuais de cada um. Uma mulher que se casou trabalhando e ao longo do casamento abandonou sua profissão para cuidar dos filhos vai precisar conversar sobre essa mudança com o companheiro, para que juntos possam definir como ela cuidar de suas necessidades individuais, agora que não tem seu próprio salário para suprí-las.


Algumas vezes, sem esse papo, o marido pode passar a fazer cobranças, cada vez que a mulher pede-lhe dinheiro. Se o desconforto dessa situação não for verbalizado, a energia contida na comunicação vai contaminar a relação, certamente. Portanto, falar é o caminho saudável para entender os contratos estabelecidos, que muitas vezes são desconhecidos. Dessa forma o convívio é favorecido e o casal ganha maturidade relacional.

 
Terapeuta Angela Martins
falecom@terapeutaangelamartins.com.br
Rua Clodomiro Paschoal, 47 (Trav. da Barão de Tatuí)
Sorocaba-SP
(15) 3321-1399
(15) 9778-4494
Terapia Familiar em Sorocaba
by Idéia na Web - Marketing Digital