| Para Conversar Tem que Ouvir |
|
|
|
|
Recebi um e-mail esta semana de um curso que pretende auxiliar as pessoas a aprimorarem suas habilidades de conversar, indicado para profissionais de recursos humanos, médicos, terapeutas, gestores de empresas familiares, professores e negociadores, entre outros. O que chama a atenção é a gente perceber que o público alvo são pessoas, que por força da profissão, necessitam dessa ferramenta, sem a qual boa parte da construção do processo de trabalho fica estagnado. E embora estejamos em pleno século 21, muitos de nós, ainda encontra grande dificuldade de estabelecer um diálogo produtivo, capaz de gerar uma interação saudável com o outro.
Na relação de um casal, as conversas sofrem profundo desgaste quando cada um tenta entender o que o outro quer dizer, interpretando tudo a partir de suas referências pessoais. É comum que apareça a declaração, “olha, não foi isso que eu disse”. E o outro responde: “claro que foi”. E recebe o troco: “você distorce tudo que eu digo”. E o outro comenta: “você é que não assume o que fala”. Nesse caminho a conversa pode se estender por muito tempo sem produzir boa comunicação, mas ao contrário, gerar uma falação tóxica que leva cada um para bem longe do outro. O que fazer nesse caso? A única saída fértil é a presença da flexibilidade, de um ou outro, para retomar a conversa dizendo algo do tipo, “vamos tentar afinar a nossa conversa: você me diz o que quiser, eu digo o que entendi e pergunto se de fato era o que queria dizer”. O resultado é valioso, porque o exercício gera um caminho de respeito, no qual as pessoas se sentem mais seguras para expor o que se passa em seu íntimo.
Uma outra condição de conversa que gera desentendimento é quando a angústia de um desabafo é ouvida pelo outro como uma questão a ser resolvida, que precisa de indicação de soluções. Nem sempre o diálogo precisa
Enfim, se considerarmos que diariamente somos exigidos a conversar, em contextos diversos, é indispensável nos exercitarmos para aprender a falar e ouvir.
|