Nós não Mudamos o Outro PDF Imprimir E-mail

A dificuldade de compreender o outro em qualquer tipo de relacionamento pode ser um bom motivo para os desentendimentos. E na relação conjugal pode determinar um ponto frágil muito incômodo, que reduz o diálogo e a aceitação das diferenças.

 

No entanto, cada um de nós é muito diferente do outro, embora a gente sinta que tem afinidades para estabelecer uma relação de amor. Acontece que o ser humano forma seu jeito de ser e de pensar, por meio de experiências próprias, que fazem toda a diferença. E como tudo que constitui um indivíduo é único, podemos dizer que na formação do par conjugal temos dois indivíduos únicos, tentando formar um par, que também será único. Nessa empreitada, querer compreender tudo que o outro pensa e que faz sentido para ele, a partir de nosso próprio mundo mental, pode ser um equívoco. Muitas discussões surgem no diálogo conjugal, justamente porque nem tudo que se diz é compreensível para o universo no qual cada indivíduo formou suas crenças. Se aceitarmos esse princípio, poderemos ouvir o que é dito pelo outro sem desqualificar, sem ridicularizar ou criticar.

 

A partir desse compromisso de respeito, por mais que pareça estranho o que o outro diz, estaremos validando sem desmerecê-lo.  Nós só seremos bons ouvintes, quando pudermos considerar que o sentido das coisas está em cada um, e no modo como cada pessoa vive sua própria experiência. Não podemos mudar o outro, da mesma forma que o outro não muda quem somos. Mas podemos viver a dois, sempre com boas intenções, considerando que a convivência respeitosa permitirá que cada um assimile do outro nutrientes importantes para seu próprio crescimento.  

 

 
Terapeuta Angela Martins
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