Homens, mulheres e seus relacionamentos PDF Imprimir E-mail
Esta semana, um amigo fez uma comparação muito interessante e útil que quero compartilhar com vocês, referente aos relacionamentos amorosos, envolvendo homens e mulheres.

Ele considerou que assim como as máquinas, os seres humanos também são constituídos por componentes que os tornam semelhantes uns aos outros. Os homens têm uma constituição específica que os diferencia das mulheres quanto aos aspectos físicos, emocionais e psicológicos. As mulheres da mesma forma, logicamente. No entanto, nem por isso, em se tratando de relacionamento, podemos considerar que conhecer os componentes masculinos e femininos já nos tornaria aptos a entender e atuar de forma adequada com todos aqueles com os quais compartilhamos relações de intimidade afetiva. E se assim fosse, os especialistas que se dedicam a pesquisar o assunto também seriam modelos a seguir, e nem sempre são, pelo simples fato de serem humanos como todos os demais. Portanto, mesmo aqueles que já tiveram diversos relacionamentos, podem se equivocar ao supor que adquiriram experiência suficiente e se tornaram “experts” no assunto.

Quem se aventura a dizer que “conhece as mulheres e os homens”, ou faz declarações genéricas sobre o tema, corre o risco de padronizar todo mundo e perder de vista as diferenças individuais.  Como meu amigo considerou, embora homens e mulheres sejam sistemas compostos por um “kit básico” de componentes, já bastante conhecidos por nós adultos, a forma como esses componentes se comunicam entre si, diferencia de indivíduo para indivíduo. Assim, cada relação oferece um novo recomeço, que exige sempre dos parceiros, um interesse em pesquisar “quem é esse outro que está a minha frente”. É possível que isso pareça muito teórico, mas não significa que teremos de tornar o relacionamento uma experiência chata, como se fôssemos preparar uma tese de mestrado sobre a nossa vida. Nada disso. Afinal, essa condição é natural e se faz presente na convivência diária; bastando apenas que estejamos abertos e sensíveis a essas percepções, pois elas podem ser úteis. Aqueles que têm maior paciência e maturidade para esse processo podem evitar tomar decisões precipitadas,  ou fazer avaliações improdutivas. Considero que o investimento pessoal nessa área do relacionamento é muito importante, e pode sedimentar as demais etapas com maior capacidade de compreensão mútua. Vale lembrar, que a relação amorosa é dinâmica, não segue um roteiro linear de acontecimentos, tem idas e vindas, ciclos diversos, e aos poucos pode sedimentar um amor maduro, e dar vida longa aos parceiros na convivência a dois. Confie!
 
Terapeuta Angela Martins
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