| Fantasias e Realidades Nos Relacionamentos |
|
|
|
|
Um dos nossos possÃveis enganos é idealizar a famÃlia, o casamento, os filhos, ou mesmo os nossos pais. Queremos tanto que as pessoas se enquadrem num perfil que tem significado e sentido pra gente, e se isso não ocorre, podemos ter dificuldade em lidar com a realidade. No casamento, por exemplo, fantasiamos uma história, muitas vezes sem considerar o que o outro, que é nosso parceiro, pensa a respeito dela. E nem sempre as idéias se equivalem. E também no caso dos filhos, podemos criar modelos pré-definidos de que eles se tornem isso ou aquilo, tenham essas ou aquelas escolhas, esquecendo que por serem pessoas livres, esses filhos vão seguir o projeto que quiserem para suas vidas.  Assim, é bem possÃvel que a partir de nossa mania de idealizar a realidade venhamos a ter frustrações. E os sentimentos decorrentes dessas frustrações , como a raiva e a tristeza, nem sempre estão conscientes. Neste caso, não será incomum que aqueles que não realizam os nossos desejos, sejam transformados em culpados ou bodes expiatórios por aquilo que querÃamos e não se realizou. Mas é importante estarmos alertas para esse funcionamento que a psicologia chama de defesa, quando nosso mundo psicoemocional aloja em algum ponto da mente, o que não aceitamos e não reconhecemos sobre nossas dificuldades.  Por exemplo, quando escolhemos alguém para realizar a vida a dois, e essa pessoa passa a nos dar sinais de que não corresponderá à s expectativas criadas e as fantasias idealizadas, nem sempre estaremos conscientes da frustração, da tristeza. É mais provável que num primeiro momento tenhamos uma reação de acusar essa pessoa, apontando todas as suas falhas.  Pode demorar um bom tempo, até que uma luz se acenda e possamos ter claro que o real motivo do nosso desconforto está em entrarmos em contato com a desilusão, com o fato de que nossos planos colocados no nÃvel da fantasia, não são possÃveis de se concretizar na realidade.  Aliás, em se tratando de relacionamentos, é saudável buscarmos ficar cada vez mais maduros para extrair o que há de bom no universo real, considerando que aqueles que se relacionam com a gente também terão que aceitar nossas idéias individuais, nossas limitações, nosso temperamento e o que possa não favorecer a total parceria. Se houver parceria no sentimento de amor e afeto, a convivência poderá promover uma sintonia produtiva, e agradável. Â
|