Conflitos Conjugais nas Relações entre Pais e Filhos PDF Imprimir E-mail

As histórias de família que envolvem a questão da guarda dos filhos, se revestem de aspectos que podem ser cruéis com as crianças, quando elas se tornam vítimas da raiva dos pais, e do processo judicial, que pode levar muito tempo para se concluir, ou definir soluções penosas.

 

Enquanto o sistema judiciário analisa os fatos com objetividade, para fazer cumprir a lei, há em paralelo, um sistema afetivo que merece ser levado em conta, no qual a criança está imersa e recebe todas as influências positivas e negativas do mundo adulto. Não é incomum que um pai ou mãe, por egoísmo, orgulho ferido, vingança, sejam capazes de atropelar qualquer sentimento de compaixão e proteção pelos filhos, para fazer valer seus propósitos interesses.

 

As notícias do caso Shan, nascido nos EUA, filho de mãe brasileira e pai americano dão exemplo da frágil condição em que se encontra o garoto, após ter perdido a mãe e aguardar decisão da justiça, que está avaliando se Shan deve ficar sob a guarda do pai nos Estados Unidos, ou permanecer no Brasil, com o padrasto, a irmã menor e a família de sua mãe.

 

Esse caso de separação conjugal, que ocorreu por razões de divergências financeiras é exemplo de como os adultos podem esquecer os principais prejudicados nessa questão, quando estão totalmente tomados por propósitos individualistas, que cegam a visão sobre o real bem estar dos filhos.

 

A avó materna de Shan fez uma declaração muito sensata em um programa de televisão, dizendo acreditar que o neto deve ficar com quem se sinta feliz e amparado. E quem poderia dar resposta à pergunta sobre com quem o garoto deve ficar seria ele próprio. Essa atitude respeitosa, embora possa gerar controvérsias por deixar para uma criança a autonomia de escolher, pelo menos demonstra um sentido de inclusão do principal interessado nessa polêmica.

 

Casos assim servem de alerta aos pais que pretendem se separar, cujas dificuldades conjugais causadoras do rompimento, não devem ser transferidas à relação com os filhos, em qualquer hipótese. Os filhos jovens, que já têm maior autonomia em expressar sua opinião e escolhas, podem se desocupar de qualquer opinião, ou de tomar partido do pai ou da mãe, caso sejam convidados a ficar nessa posição. Nos casos mais extremos, em que há violência, os filhos podem procurar ajuda com parentes ou adultos de sua confiança, de forma mais protegida.

 

Mesmo que se queira buscar um ponto de apoio para reduzir a dor e a raiva, fazendo dos filhos testemunhas dos nossos desabafos, nossa responsabilidade é lidar com os conflitos conjugais, de forma que a relação pais e filhos se preserve, apesar das divergências do casal. Não é fácil, mas é necessário.

 

 
Terapeuta Angela Martins
falecom@terapeutaangelamartins.com.br
Rua Clodomiro Paschoal, 47 (Trav. da Barão de Tatuí)
Sorocaba-SP
(15) 3321-1399
(15) 9778-4494
Terapia Familiar em Sorocaba
by Idéia na Web - Marketing Digital