Casar Consigo é Fazer Aliança Amorosa com a Vida PDF Imprimir E-mail
Esta semana uma jovem de 25 anos me disse que, caso chegasse aos 30 e não tivesse casado, faria uma festa para comemorar o casamento com ela própria. Essa frase dita em uma conversa sobre as dificuldades de se formar um par amoroso hoje em dia, tinha um tom debochado, e podia esconder sentimentos de uma desilusão com esse campo da vida. Nesse momento, o tema pra a coluna de hoje surgiu, que é exatamente essa questão do amor próprio. Como a educação dos nossos filhos merece um capítulo especial para que eles façam esse casamento consigo, com seus ideais, com seus sonhos, e sobre tudo, com quem estão conseguindo ser a cada dia de suas vidas.

Essa aliança com quem eles são é indispensável para que tenham a paz interior. Se conseguirem dizer “eu me amo”, nossa missão estará quase cumprida; porque também vamos ter que ajudá-los a aprender a amar ao próximo. Mas só quem ama a si mesmo pode caminhar de uma forma amorosa, valorizando as conquistas; e também respeitosa, cuidando de se perdoar e reconhecendo possíveis deslizes, readquirindo força para não cometê-los novamente.

Para que eles possam alcançar essa dádiva, nós também precisamos exercitar nossa própria aliança com a pessoa que nosso filho consegue ser.  Isso nem sempre é fácil, e pode ser realmente muito penoso, quando as escolhas deles divergirem completamente das nossas. Mesmo assim, aceitar a porção positiva desses filhos é a maior prova de amor, e o que poderá ajudá-los a um reencontro com seus potenciais, caso se desviem em percorram caminhos obscuros.

Agora voltando a motivação inicial que nos trouxe a esse tema, que é o casamento e sua perspectiva no cenário atual, pode ser que nossos filhos jovens, desiludidos de viver uma vida a dois, se fechem para o amor e tracem planos mais individuais para o futuro. Sobretudo hoje, quando homens e mulheres conquistaram o mercado de trabalho e podem ter maior independência financeira, é possível que os movimentos fiquem mais estreitos para o encontro amoroso e se expandam para  o encontro com a carreira e os negócios, com os apelos consumistas e, sem querer, com a baixa qualidade de vida. É importante, que nossas vozes se façam presentes, promovendo uma relação saudável, sem críticas, mas com declarações afetivas que possam despertar questionamentos e alertar os jovens para se amarem e  desejarem ser amados.
 
Terapeuta Angela Martins
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