A Conveniência Adoece a Relação Conjugal PDF Imprimir E-mail

É possível encontrarmos relações conjugais que foram constituídas com base num vínculo de conveniência, que nem sempre é forte para sustentar um casamento com saúde e qualidade afetiva. São relações que foram definidas, para solucionar problemas e planos de vida, muito embora isso não esteja explícito, nem consciente algumas vezes.


Contudo, esses arranjos tornam-se frágeis quando a pilastra mestra que nutre o relacionamento não é o afeto e sim uma condição de conveniência. É provável que esses parceiros vivam  bem por um tempo e depois passem por crises severas, quando os propósitos da união já tiverem sido alcançados ou esvaziados por conta das mudanças individuais que geram outros interesses e outros objetivos de vida.


Alguns casais são capazes de olhar para esse fato e decidir se querem investir num vínculo afetivo, caso haja alguma possibilidade nesse caminho.  Outros podem continuar juntos, sem que nunca estejam juntos realmente. Podem morar na mesma casa, estar em público em ocasiões sociais como casal, mas terem vidas absolutamente distintas.


Tornam-se verdadeiros estranhos um para o outro. Enfim, todas as nossas escolhas estão calcadas em uma história de vida construída anteriormente. E se quisermos nos libertar para viver de forma mais saudável possível é importante olharmos para essa história buscando respostas. Assim poderemos investir na intimidade e no amor com muito mais clareza de nossos limites e heranças. Quando um casal tem a capacidade de fazer essa pesquisa, consegue encontrar novos potenciais para continuarem unidos.

 
Terapeuta Angela Martins
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