| A Comprensão do Universo do Outro |
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Viver uma relação a dois é uma experiência intensa, que exige de cada parceiro uma disponibilidade para compreender o universo do outro, aceitá-lo e encontrar saÃdas possÃveis, quando o que for importante para um, não fizer sentido para o outro.
Melhor ainda será se essas saÃdas mantiverem as pessoas unidas. Mas sem dúvida, há questões que podem ser inadmissÃveis. Neste caso, não tem negociação possÃvel. Contudo, há vários aspectos que são importantes e que podem ser tratados de uma forma mais produtiva, deixando de causar transtorno à relação. O primeiro movimento individual para cuidar desses aspectos é a gente conseguir se desprender do crédito que damos aos nossos valores, ao nosso modo de funcionar e enxergar a realidade, como se fossem os mais corretos, coerentes, equilibrados e maduros. Isso até pode ser verdade, mas temos que criar um desapego temporário e sincero, para que possamos ter maior liberdade emocional no diálogo com o outro. Do contrário, é provável que nosso desejo seja convencê-lo de que estamos com a razão. No entanto, se nossas crenças não fazem sentido para a outra pessoa, nossa fala não produzirá eco capaz de gerar mudanças.
 O segundo movimento é a gente admitir que relações amorosas podem trazer frustrações aos nossos desejos e necessidades. Ou seja, o outro é um ser humano único, diferente, tanto quanto nós somos, e nem sempre vai corresponder à s nossas expectativas. Aliás é um sinal de amadurecimento quando nos desapegamos das expectativas, superando as frustrações. Desse modo, o campo energético ficará mais aberto para sentirmos e valorizarmos as experiências positivas que o relacionamento oferece, sem tentar mudar o outro, o que também é um grande engano.  E ainda, um terceiro movimento significativo é fazermos uma autocrÃtica para perceber como estamos colaborando com essa relação: se temos sido comprometidos para que haja crescimento, se temos deixado a deriva, ou se largamos para o outro a responsabilidade de cuidar do fruto. Â
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